O Planeamento Familiar passa pela contracepção, que é um método que evita a fertilização ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção são muitos, podendo ser classificados em:
Contracepção hormonal:
Pílula
Actua impedindo a ovulação através das hormonas estrogénio e progesterona.
Não deve ser usada por mulheres fumadoras com mais de 35 anos, por mulheres com hipertensão arterial, com história de antecedentes pessoais ou familiares cardíacos. E também pode não ser adequada a mulheres diabéticas.
Quando se utiliza este método deve ter-se em atenção o uso de certos medicamentos que reduzem a sua eficácia (antibióticos, anti depressivos e outros). O mesmo acontece quando em situações de diarreia e vómitos.
Em ambos os casos este método não é totalmente eficaz o que é necessário usar outro tipo de prevenção.
Pílula de Emergência
Trata-se de um método contraceptivo ocasional, que permite diminuir o risco de gravidez numa situação em que ocorreu uma relação sexual mal ou não protegida. O Método de contracepção de emergência é tão mais eficaz, quanto mais rápido for efectuado, devendo ser feito nas primeiras 12h após a relação sexual até um máximo de 72horas.
Barreiras mecânicas:
Preservativo Masculino
Manga feita de borracha muito fina, que se coloca com o pénis erecto antes da relação sexual. Além de um método contraceptivo também é usado como protector de doenças sexuais transmissíveis. É denominado como contracepção de barreira pois recolhe o sémen num reservatório próprio, impedindo-o de entrar na vagina.
Preservativo Feminino
Como o do homem, é uma manga de borracha muito fina em forma de saco que após ser colocado na vagina a cobre totalmente, evitando também o contacto com o esperma. É também usado como protector de doenças sexualmente transmissíveis.
Diafragma
Dispositivo de borracha em forma de cúpula que é inserido na vagina antes da relação sexual que tapa o cérvix.
Actua criando uma barreira entre o óvulo e o esperma, o dispositivo só deve ser retirado seis horas após a relação sexual e nunca mais de 24 horas depois. Devido a ter vários tamanhos a sua adaptação e explicação do uso deve ser feita por um médico.
Barreiras químicas:
Espermicidas
Espumas, cremes, esponja ou óvulos colocados na vagina antes da relação sexual que matam os espermatozóides. Este método não é tão fiável como os outros.
Impeditivos de nidação:
DIU – Dispositivo Intra-uterino
É um pequeno dispositivo composto de metal e plástico que é inserido no útero impedindo o espermatozóide de chegar ao óvulo para o fertilizar. É colocado por um médico após um período menstrual ou seis semanas pós parto. Este método requer uma supervisão médica regular (seis a doze semanas após a colocação e depois pelo menos uma vez por ano). Deverá consultar o seu médico rapidamente se sentir dores fortes na região pélvica. Este método de contracepção não é aconselhado para mulheres que nunca tiveram filhos..
Métodos Naturais:
Método do calendário
Após vários meses de anotar o primeiro dia da menstruação, é possível calcular a altura da ovulação, não tendo relações sexuais nesses dias.
Método da temperatura
Funciona de forma a todos os dias a mulher avaliar a temperatura, sabendo que a temperatura baixa ligeiramente antes da ovulação e sobe de seguida. Assim a mulher consegue detectar o período fértil de forma a evitar as relações sexuais nesse período.
Método de billings
É relacionado com o aspecto do muco cervical, tendo haver com a sua espessura, este método requer um tempo de aprendizagem. Podendo ser falível.
Métodos definitivos:
Esterilização Masculina
A vasectomia é o corte ou bloqueio dos canais por onde os espermatozóides passam dos testículos para o pénis, o sémen assim fica livre se espermatozóides não interferindo no desempenho sexual.
A intervenção demora entre dez a quinze minutos, podendo ser feita com anestesia local.
Até ter a certeza que os canais já não têm espermatozóides, deve utilizar-se outro método contraceptivo.
Esterilização Feminina
A laqueação das trompas de Falópio só deve ser feita quando a mulher tem a certeza que não quer ter mais filhos. A laqueação impede que os óvulos cheguem ao útero impedindo a fertilização. Deve ser uma decisão comum do casal, embora a mulher não necessite da autorização do companheiro.
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