Planeamento

Métodos de barreira – Mecânicos

Preservativo masculino
Trata-se de uma funda cilíndrica destinada a recobrir completamente o pénis durante o coito, evitando a deposição de esperma na vagina. As suas vantagens passam pela sua elevada eficácia, ausência de prescrição médica, preço acessível e protecção contra as doenças de transmissão sexual (nomeadamente o HIV). O preservativo deve ser colocado após a erecção do pénis e antes da penetração vaginal, devendo ser deixado um espaço na ponta como reservatório, retirado após o coito, não devendo o preservativo ser reutilizado. Se não for usado correctamente pode rasgar ou ficar retido, devendo neste caso ser utilizada contracepção de emergência – pílula do dia seguinte. A taxa de falha do preservativo ronda os 2 a 15% no primeiro ano de utilização, diminuindo nos anos seguintes. No entanto, o preservativo pode ser um método altamente eficaz se utilizado correctamente e a sua eficácia pode ainda ser potenciada se a ele for associado outro método (espermicida, pílula, etc).

Preservativo feminino
Trata-se de uma pequena bolsa em poliuretano com dois anéis flexíveis: um anel interno que recobre o colo do útero e um anel externo que se estende para fora da vagina e permite alguma protecção do períneo. O preservativo feminino é um método controlado pela mulher, que protege contra as doenças de transmissão sexual, pode ser colocado em qualquer momento antes da penetração (até 8 horas), não necessitando de espermicida e não deve ser utilizado em simultâneo com preservativo masculino.

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Contracepção de longa duração

Sistema intra-uterino (SIU) com progestativo (Mirena®)

O SIU consiste num dispositivo de plástico em forma de T com um reservatório hormonal que liberta uma quantidade muito reduzida de hormona (levonorgestrel) para o útero durante um período de 5 anos. A prevenção da gravidez é feita principalmente por efeitos hormonais locais. A hormona libertada provoca o espessamento do muco do colo do útero impedindo os espermatozóides de passarem e fertilizarem o óvulo, mantém o revestimento do útero fino, altera o ambiente dentro do útero, tornando-o hostil à movimentação dos espermatozóides e tem algum efeito inibitório da ovulação. O SIU previne a fecundação, não sendo abortivo. Trata-se de um método tão eficaz como a laqueação de trompas, tendo a vantagem de ser reversível e de tornar os ciclos menstruais mais curtos e menos abundantes. Algumas mulheres podem menstruar de forma irregular ou não menstruar de todo.

Este é um efeito local e não um sinal de uma perturbação hormonal dos ovários. As menstruações menos intensas ou mesmo ausentes, são, muitas vezes, apreciadas pelas mulheres, sendo benéfico para a saúde (menos dores e fluxo menstrual menos abundante, reduzindo o risco de anemia). Podem ocorrer pequenas perdas intermenstruais ou menstruação mais prolongada que o habitual durante os 3 primeiros meses. Existem outros efeitos secundários que desaparecem ao fim de alguns meses: sensibilidade mamária, dores de cabeça, irritabilidade, acne, quistos funcionais dos ovários e aumento de peso. A expulsão do SIU, embora rara, pode ocorrer, com perda imediata da eficácia contraceptiva. O SIU está associado a outras complicações raras como a perfuração uterina ou a infecção.

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Métodos do planeamento familiar

O Planeamento Familiar passa pela contracepção, que é um método que evita a fertilização ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção são muitos, podendo ser classificados em:

Contracepção hormonal:

Pílula
Actua impedindo a ovulação através das hormonas estrogénio e progesterona.
Não deve ser usada por mulheres fumadoras com mais de 35 anos, por mulheres com hipertensão arterial, com história de antecedentes pessoais ou familiares cardíacos. E também pode não ser adequada a mulheres diabéticas.
Quando se utiliza este método deve ter-se em atenção o uso de certos medicamentos que reduzem a sua eficácia (antibióticos, anti depressivos e outros). O mesmo acontece quando em situações de diarreia e vómitos.
Em ambos os casos este método não é totalmente eficaz o que é necessário usar outro tipo de prevenção.


Pílula de Emergência

Trata-se de um método contraceptivo ocasional, que permite diminuir o risco de gravidez numa situação em que ocorreu uma relação sexual mal ou não protegida. O Método de contracepção de emergência é tão mais eficaz, quanto mais rápido for efectuado, devendo ser feito nas primeiras 12h após a relação sexual até um máximo de 72horas.

Barreiras mecânicas:

Preservativo Masculino
Manga feita de borracha muito fina, que se coloca com o pénis erecto antes da relação sexual. Além de um método contraceptivo também é usado como protector de doenças sexuais transmissíveis. É denominado como contracepção de barreira pois recolhe o sémen num reservatório próprio, impedindo-o de entrar na vagina.

Preservativo Feminino
Como o do homem, é uma manga de borracha muito fina em forma de saco que após ser colocado na vagina a cobre totalmente, evitando também o contacto com o esperma. É também usado como protector de doenças sexualmente transmissíveis.

Diafragma
Dispositivo de borracha em forma de cúpula que é inserido na vagina antes da relação sexual que tapa o cérvix.
Actua criando uma barreira entre o óvulo e o esperma, o dispositivo só deve ser retirado seis horas após a relação sexual e nunca mais de 24 horas depois. Devido a ter vários tamanhos a sua adaptação e explicação do uso deve ser feita por um médico.

Barreiras químicas:

Espermicidas
Espumas, cremes, esponja ou óvulos colocados na vagina antes da relação sexual que matam os espermatozóides. Este método não é tão fiável como os outros.

Impeditivos de nidação:

DIU – Dispositivo Intra-uterino
É um pequeno dispositivo composto de metal e plástico que é inserido no útero impedindo o espermatozóide de chegar ao óvulo para o fertilizar. É colocado por um médico após um período menstrual ou seis semanas pós parto. Este método requer uma supervisão médica regular (seis a doze semanas após a colocação e depois pelo menos uma vez por ano). Deverá consultar o seu médico rapidamente se sentir dores fortes na região pélvica. Este método de contracepção não é aconselhado para mulheres que nunca tiveram filhos..

Métodos Naturais:

Método do calendário
Após vários meses de anotar o primeiro dia da menstruação, é possível calcular a altura da ovulação, não tendo relações sexuais nesses dias.


Método da temperatura

Funciona de forma a todos os dias a mulher avaliar a temperatura, sabendo que a temperatura baixa ligeiramente antes da ovulação e sobe de seguida. Assim a mulher consegue detectar o período fértil de forma a evitar as relações sexuais nesse período.

Método de billings
É relacionado com o aspecto do muco cervical, tendo haver com a sua espessura, este método requer um tempo de aprendizagem. Podendo ser falível.

Métodos definitivos:

Esterilização Masculina
A vasectomia é o corte ou bloqueio dos canais por onde os espermatozóides passam dos testículos para o pénis, o sémen assim fica livre se espermatozóides não interferindo no desempenho sexual.
A intervenção demora entre dez a quinze minutos, podendo ser feita com anestesia local.
Até ter a certeza que os canais já não têm espermatozóides, deve utilizar-se outro método contraceptivo.

Esterilização Feminina

A laqueação das trompas de Falópio só deve ser feita quando a mulher tem a certeza que não quer ter mais filhos. A laqueação impede que os óvulos cheguem ao útero impedindo a fertilização. Deve ser uma decisão comum do casal, embora a mulher não necessite da autorização do companheiro.

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Métodos contraceptivos naturais

Coito interrompido

Trata-se de um dos métodos mais antigos, e consiste em, durante o coito, se retirar o pénis da vagina antes da ejaculação, com deposição do esperma fora do aparelho genital feminino. Este método exige um elevado nível de auto controle por parte do elemento masculino. A taxa de gravidez com este método é elevada (15 a 20%), podendo ser explicada pela existência de espermatozóides na uretra antes da ejaculação e pelo facto de uma ejaculação perto da vulva poder ser fecundante.

Método do calendário ou Método de Ogino-Knaus

De um modo geral, a ovulação ocorre 14 dias antes do primeiro dia da próxima menstruação. Considerando que a sobrevivência média do óvulo é de 12 a 24 horas e a dos espermatozóides cerca de 72 horas e com base na duração dos ciclos anteriores (6 a 12 ciclos), pode calcular-se o período fértil: subtrai-se 18 dias ao período mais curto e 11 dias ao período mais longo. O período de abstinência corresponde ao período fértil. Este é o método menos fiável, com uma taxa de insucesso de cerca de 35%, podendo esta aumentar se os ciclos forem irregulares.

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Contracepção hormonal

Pílula combinada

A pílula é o método contraceptivo mais utilizado na Europa. Actualmente, todas as pílulas existentes no mercado são de baixa dosagem (menor ou igual a 35 microgramas de etinilestradiol – o estrogénio existente nas pílulas). Para além do estrogénio, as pílulas têm ainda na sua composição um progestativo. A pílula deve ser tomada de um modo regular (sempre à mesma hora) durante 21 dias, seguindo-se um intervalo livre de 7 dias durante os quais ocorrerá a menstruação. Algumas pílulas têm 28 comprimidos por embalagem que são tomados sem pausa – neste caso, os últimos 7 não têm fármaco, ocorrendo a menstruação durante esse período. Em caso de esquecimento da toma da pílula, esta deve ser tomada logo que a mulher se lembre. Se o período de esquecimento for superior a 12 horas, em caso de diarreia, vómitos ou toma de outros medicamentos (nomeadamente antibióticos), aconselha-se a utilização de um método de barreira (ex: preservativo).

Para além da contracepção, a pílula apresenta outras vantagens, como sejam: a regularização dos ciclos menstruais, a diminuição das dores e fluxo menstrual, prevenção da anemia, diminuição dos quistos do ovário, prevenção do cancro do ovário, endométrio, cólon e recto, da doença fibroquística da mama, da doença inflamatória pélvica, da endometriose, da gravidez ectópica, do fibromioma uterino e tratamento do acne e excesso de pilosidade.

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Métodos de barreira – Químicos e Mistos

Métodos de barreira – Químicos

Espermicidas (cones, supositórios vaginais, creme ou espuma)
São substâncias que destroem os espermatozóides, podendo ser utilizados isoladamente ou com o preservativo. Têm a vantagem de o preço ser acessível, podendo no entanto estar associados a reacções alérgicas, infecções vaginais e urinárias, interferirem com o acto sexual e apresentarem baixa eficácia.

Métodos de barreira – Mistos

Esponja espermicida
Trata-se de uma esponja de poliuretano contendo espermicida (nonoxinol-9), desenhada para adaptar-se à porção superior da vagina com a face côncava recobrindo o colo do útero. Esta esponja exerce a sua acção bloqueando a passagem de esperma para o útero, absorvendo-o e libertando espermicida durante a relação. Deve ser humedecida, colocada contra o colo com a asa de extracção orientada para a vulva e deixada na vagina 6 horas após o coito (nunca mais de 30 horas). Tem a vantagem ser relativamente fácil de utilizar, não necessitando de tempo de espera após a introdução e dando protecção durante 24 horas. A eficácia deste método é relativamente baixa e pode associar-se reacções alérgicas, desconforto e infecções vaginais.

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